Júpiter: O Gigante Protetor
O planeta Júpiter na Astronomia
O planeta Júpiter se destaca como o maior e mais imponente dos planetas do nosso sistema solar.
Este gigante gasoso, com sua atmosfera turbulenta e anéis tênues, guarda consigo uma miríade de curiosidades astronômicas, incluindo o fato de ser um grande protetor do nosso planeta Terra.
Uma das características mais emblemáticas de Júpiter é a Grande Mancha Vermelha composta por uma tempestade gigante que está ativa há pelo menos 300 anos. Esta tempestade é tão vasta que poderia engolir a Terra inteira.
Estudos recentes sugerem que a cor vermelha característica pode ser resultado da interação da luz solar com compostos químicos na atmosfera do planeta.
Distância, Órbita e Tamanho de Júpiter
Começando pela distância, Júpiter está, em média, a uma distância de cerca de 778 milhões de quilômetros da Terra. No entanto, essa distância pode variar de aproximadamente 588 milhões de quilômetros no ponto mais próximo (oposição) a cerca de 968 milhões de quilômetros no ponto mais distante, pois as órbitas são elípticas.
Júpiter leva cerca de 11,86 anos terrestres para completar uma órbita ao redor do Sol. Isso significa que um ano em Júpiter é quase 12 vezes mais longo do que um ano na Terra.
Considerando que temos 12 signos na eclíptica do Sol, Júpiter leva aproximadamente um ano para atravessar cada um deles.
Gigante, é o maior planeta do sistema solar!
Ele possui um diâmetro equatorial de aproximadamente 139.820 quilômetros. Em comparação, a Terra tem um diâmetro equatorial de cerca de 12.742 quilômetros. Isso significa que Júpiter é mais de 11 vezes maior que a Terra em termos de diâmetro.
A Poderosa Proteção dos Campos Magnéticos
A massa de Júpiter é também absurdamente maior que a da Terra. Júpiter contém mais de 300 vezes a massa terrestre, sendo a massa total de Júpiter aproximadamente 1.898 × 10^24 quilogramas. Essa enorme massa contribui para a forte gravidade em Júpiter, que é cerca de 24,79 m/s², em comparação com a gravidade da Terra, que é aproximadamente 9,81 m/s².
Aqui, vale lembrar que, na Astrologia, o planeta Júpiter é o grande benéfico, símbolo de expansão, sorte e proteção. É interessante notar que esse efeito protetor também acontece no plano físico astronômico.
Júpiter abriga um campo magnético colossal, cerca de 20.000 vezes mais forte do que o da Terra.
Este campo magnético é tão poderoso que cria a maior estrutura do Sistema Solar: a magnetosfera de Júpiter, que se estende por milhões de quilômetros na direção oposta ao Sol. Essa magnetosfera funciona como uma armadura protetora, desviando partículas carregadas e criando um ambiente hostil para naves espaciais desavisadas.
Assim, Júpiter desempenha um papel crucial na proteção da Terra contra corpos celestes errantes. Asteroides e cometas que passam próximos em sua região orbital são atraídos pelo gigante, que acaba agindo como um “varredor cósmico”.
O efeito protetor de Júpiter é particularmente evidente na região conhecida como Cinturão de Asteroides, localizada entre as órbitas de Marte e Júpiter. A forte influência gravitacional de Júpiter impede que muitos asteroides dessa região migrem para o interior do Sistema Solar, reduzindo assim a probabilidade de colisões com a Terra.
As Luas de Galileu e os Anéis de Júpiter
Júpiter é o planeta do Sistema Solar com o maior número de luas conhecidas, 95. As quatro maiores são conhecidas como as Luas de Galileu, em homenagem ao astrônomo Galileu Galilei, que as descobriu em 1610. Essas luas - Io, Europa, Ganimedes e Calisto - não apenas enriquecem a estética do planeta, mas também oferecem um grande espetáculo celeste.
Io, por exemplo, é marcada por vulcões ativos que lançam material para o espaço, enquanto Europa tem uma crosta de gelo que intriga os cientistas com a possibilidade de abrigar oceanos subterrâneos e, quem sabe, vida.
Enquanto Saturno é muitas vezes considerado o “senhor dos anéis”, o planeta Júpiter não fica muito atrás. Embora não sejam tão imponentes quanto os de Saturno, o planeta possui anéis, compostos por partículas de poeira e fragmentos de rochas.
Um Dia em Júpiter: Rápido e Furioso
Enquanto a Terra leva cerca de 24 horas para completar uma rotação no seu próprio eixo, Júpiter gira incrivelmente rápido, completando um dia em menos de 10 horas. Essa rotação rápida resulta em fortes ventos na atmosfera de Júpiter e um achatamento no polo, dando ao planeta uma forma mais oval.
A exploração astronômica de Júpiter está longe de terminar! Nós, astrólogos, agradecemos e reverenciamos os estudos da ciência, pois, sem a Astronomia, nosso campo de observação simbólica ficaria muito limitado. É o plano físico em sintonia com o plano energético, na eterna e infinita manifestação do princípio hermético da correspondência.
Com amor, com Deus,
Astróloga do Jardim
P.S.: Olhe para o céu.




